Do Brasil para Suiça: Por que?

Neste primeiro post vou explicar um pouco o motivo que nos levou a decidir viver na Suiça. Mas esse é o MEU ponto de vista.


COMO TUDO COMEÇOU

Me chamo Rafael Schellenberg, nascido no Brasil, mas possuo cidadania Suiça também, através do meu pai.

No ano de 2005, enquanto ainda cursava publicidade e propaganda em curitiba, decidi passar 1 ano na Suiça, com a intenção de trabalhar, aprender o francês, fazer uma caixinha para comprar equipamentos de fotografia e filmagem.

Trabalhei por cerca de 4 meses como marceneiro na cidade de Nods. Após este período me mudei para a casa de uma família brasileira no cantão de Zurich. Ai as coisas desandaram. Foram cerca de 6 meses em busca de trabalho, me comunicando em inglês e arriscando o francês em um cantão de língua alemã.

Passado esse período, sem sucesso nas buscas por emprego e começando a sofrer de depressão, tomei o rumo de volta para o Brasil mas, com a intenção de um dia voltar.
Voltei ao Brasil no final de outubro de 2005 sem saber que muitas coisas incríveis estavam por vir.
 

ANO DE 2006

Abandonei o curso de publicidade e propaganda e iniciei uma nova faculdade, agora de administração e logo nas primeiras semanas vim a conhecer a mulher que seria minha futura esposa. Entre encontros e desencontros, idas e vindas, comecamos a namorar em outubro de 2006, noivamos em Dezembro e mais novidades estavam por vir.


UMA GRANDE SURPRESA

Janeiro de 2007, mais precisamente no dia 7 de janeiro, descobrimos que estávamos gravidos.

Em meio a felicidade e a aflição decidimos acelerar mais ainda as coisas e fomos morar juntos.

Em 13 de agosto de 2007 às 23:12 nasceu nosso filhote, Henry.


ANO APÓS ANO

Os anos se passaram, nosso filhote foi crescendo, nossa vida seguindo, cada um com seu trabalho, suas obrigações, ambições, mas tudo sempre com um mesmo objetivo: fazer o melhor para o nosso bem maior, nosso filho.

Em nossas conversas um assunto sempre surgia, um dia nos mudarmos para Suiça, um país que ambos sonhavam em viver e proporcionar ao nosso filhote a segurança, estabilidade e a qualidade de ensino.

Com essa ideia na cabeça, matriculamos o Henry no Colégio Suiço-Brasileiro de Curitiba, graças a uma bela bolsa de estudos, pois sem isso seria inviável.


UM NOVO DESAFIO

Apesar de estarmos “estabilizados” em nossos empregos, queríamos algo mais.

Já era 2012 quando decidimos tocar um projeto engavetado desde 2007, uma marca de roupas infantis para um público alternativo, a Whassup.

Entre tantas ideias e rascunhos surgiu também a Hochland, destinada ao público de esportes radicais.

Em paralelo aos nossos empregos íamos dando início ao nosso projeto, até que em 2014 abrimos nossa confecção.

Em 2016 o que seria uma grande oportunidade nos surgiu, expandir nossa marca Hochland para os EUA, os olhos brilharam. Mas o que seria um grande passo visando o sucesso foi a nossa bancarrota.

Os negócios não caminharam, as despesas aumentaram, o dinheiro que era curto mingou. No Brasil as coisas também não iam bem e chegamos a um ponto em que o negócio não se sustentou mais.


A SUIÇA

Em uma das muitas noites de conversa entre eu e a Jacque, sentados na frente de nossa confecção, eu retomei o assunto Suiça.

Não seria esta uma opção para recomerçarmos nossas vidas.

Na lata, ela me chamou de maluco. Que não poderíamos abandonar o que vivíamos e o que vinhamos construindo.

Que ainda havia solução.

Foram noites e noites sob o mesmo assunto até que de comum acordo e sob condições bem definidas ela aceitou.

Foram cerca de 60 dias entre a decisão e a minha chegada a Suiça em 21 de janeiro de 2017, muita correria para deixar tudo em ordem.

Eu vim primeiro para ajeitar as coisas. Foram 5 meses separados mas, agora, já estamos com a família reunida novamente e dando o restart em nossas vidas.

Um novo desafio, uma nova vida, um novo recomeço na Suiça, a nossa Sweetzerland.

Bem, esse é o meu ponto de vista… agora para saber como a Jacque enxerga a nossa mudança e esse novo desafio acesse o Post que ela fez sobre esse assunto.

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